Preciso guardar meus exames de imagem?

por @agenciar8 | 13 de maio de 2026

Exames antigos têm valor clínico e são essenciais para o médico acompanhar as mudanças do corpo do paciente ou até perceber novas anomalias. Por isso, guardar exames com cuidado deve ser mais do que um fator de organização. Deve-se levar em conta que é uma forma de oferecer um histórico de saúde que ajuda a […]

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Exames antigos têm valor clínico e são essenciais para o médico acompanhar as mudanças do corpo do paciente ou até perceber novas anomalias. Por isso, guardar exames com cuidado deve ser mais do que um fator de organização. Deve-se levar em conta que é uma forma de oferecer um histórico de saúde que ajuda a delimitar uma linearidade nas alterações corporais e, assim, facilitar o seu diagnóstico.

O problema, que inclusive todo paciente sabe bem, é que a maioria das pessoas guarda exames de forma desorganizada: soltos em gavetas, envelopes amassados, CDs sem capa ou nem guardam. Isso cria dificuldades reais quando o médico precisa comparar exames ao longo do tempo para acompanhar uma condição.

Dicas práticas de organização

O raio-X (físico) é sensível à luz, umidade e calor, assim deve ser colocado em uma pasta e guardado em um local arejado. Já as imagens digitais em portais online ou aplicativos — forma como a maioria das clínicas, hoje, envia seus diagnósticos — devem ser baixadas e salvas em mais de um local, com data e motivo do exame. Um facilitador é uma "pasta de saúde" física ou digital, na qual você anota justamente a data, o motivo e, se possível, o nome do médico requisitante.

Por quanto tempo guardar?

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina orienta que prontuários médicos devem ser guardados por, no mínimo, 20 anos após o último atendimento. Mas para o paciente, a lógica prática é diferente e mais simples:

  • Exames de condições crônicas (problemas de coluna, nódulos acompanhados, doenças cardíacas): guardar indefinidamente, pois a comparação ao longo dos anos é essencial.
  • Exames de rotina: guardar por pelo menos 5 a 10 anos, já que podem ser úteis como referência de comparação.
  • Exames pré-operatórios: guardar pelo menos até alguns anos após a cirurgia.
  • Exames da infância: os pais devem guardar e entregar ao filho quando adulto, pois podem servir como referências valiosas para toda a vida.

A regra de ouro que funciona bem em artigos para o público geral é: na dúvida, não jogue fora.
O armazenamento digital praticamente elimina o custo de guardar, então não há motivo para descartar.

Além disso, a Clínica Clima disponibiliza as imagens em um portal online, onde o paciente consegue acessar somente com seu login e senha. Assim, é possível baixá-las e deixá-las guardadas.

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